Nunca gostei muito do nascer do Sol. Para alguns é romântico, pra outros, o símbolo de uma nova oportunidade a existir. Mas nada poético me surge quando vejo que mais um dia começa. Quero a noite, quero a escuridão que camufla meus sentimentos e me deixa mais cômodo para ousar. Não quero que uma estrela qualquer surja e termine com a minha alegria.
Estou além de qualquer entendimento. Mas aí vejo que algo vai ter que mudar. Não estou afim de mudanças. Não quero o Sol. Quero me maquiar com as trevas e fingir que tudo está bem. Quero a noite pra intensificar meus sentimentos e tudo parecer um drama. A luz joga a realidade na cara. Não estou preparado para encarar o que eu não vou mais ter.
Sim, toda essa batalha perante o amanhecer é sobre isso. Mas não há o que fazer. Terei que enfrentá-lo, mas não me peça pra ser masoquista. Não gosto do que me faz sofrer. Nem de quem.
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